futuro

A futurista Jaqueline Weigel foi entrevistada pela revista Plurale e essa semana a edição digital foi publicada. Jaqueline e Rosa Alegria falaram sobre os Caminhos plurais para um futuro sustentável.

Confira agora a reportagem completa, publicada na revista Plurale, edição novembro/dezembro de 2018.

 

Como os estudos de futuro podem ajudar indivíduos e líderes a promoverem as mudanças necessárias para um amanhã melhor?  Como estudos do futuro estão impactando a gestão e a governança das mudanças que queremos no Brasil e no mundo?  Você conhece o significado do conceito de Foresight e já ouviu falar do futurismo científico?  Já imaginou onde vai trabalhar daqui a 10 anos? Qual o seu propósito, seu papel no mundo?

As gerações Y e os Milennials nunca estiveram tão inquietas e movidas por fazer a diferença. Mas os modelos tradicionais da economia não absorvem mais a maioria desses profissionais. Como então se preparar para a transição nesse novo modelo de fazer negócios?

 Vivemos um momento único, não só no Brasil, mas no mundo. Uma nova categoria de jovens tem crescido no mercado de trabalho: os freeworkers (digital economy). “Eles serão 50% até 2020 e irão representar 75% da força de trabalho do mundo até 2025. As pessoas estão criando novos ecossistemas para o mercado de trabalho”, comenta a futurista Jaqueline Weigel, da W Futurismo e W Future School.

Dentro desse contexto, o Brasil não está predestinado ao fracasso. Especialistas apontam que a solução está na capacidade dos profissionais brasileiros. Depende de cada um de nós acreditar que temos os recursos para sair da ruína ética e econômica em que estamos mergulhados atualmente.

Olhamos para outros países e a síndrome do patinho feio sempre nos acomete. Por que não rompemos essa barreira e acreditamos que podemos traçar novos arranjos produtivos de inovação e eleger caminhos criativos que nos ajudem a superar o momento de incertezas e grave crise?

 

O Brasil e a crise

É bem verdade que a situação que o Brasil enfrenta hoje, quando falamos em desenvolvimento sustentável, é muito grave. Experimentamos um momento que é consequência da governança catastrófica e das escolhas éticas dos últimos anos.

O país não tem colocado na pauta o tema da sustentabilidade no longo prazo e atualmente todos estão apenas correndo atrás de sobreviver.

Segundo Rosa Alegria, pesquisadora, cofundadora e ex vice-presidente do NEF (Núcleo de Estudos do Futuro) da PUC-SP, nos últimos 25 anos fracassamos nas tentativas de implementar o Triple Bottom Line.  “O conceito foi criado nos anos 1990 por John Elkington, mas infelizmente não foi profundamente integrado nas grandes empresas. Ele mesmo admitiu que não obteve o sucesso esperado quando projetou um futuro muito diferente do que experimentamos hoje há 25 anos”, destaca a especialista.

“Eu incluiria mais um eixo nesse tripé que seria o individuo e a necessidade de mudança interior”, complementa. Rosa defende a necessidade de uma mudança profunda cultural da sociedade e que esse movimento precisa de muita consistência para dar certo.

Novos métodos de Foresight estão sendo estudados para inovação dos negócios e das instituições sociais. A Astana – capital do Cazaquistão – é a cidade zero carbono, concebida para viver sem emissão de carbono e um bom exemplo de que temos inspirações de que um futuro mais sustentável já é possível.

Os estudos do futuro apontam que, no caso do Brasil, o governo está muito atrasado no conceito de Foresight. Imaginem que a Finlândia tem um Ministério voltado para o futuro, o Chile tem uma Comissão do Senado focada em estudos do futuro há cinco anos, a Austrália tem uma governança muito avançada também em modelos de gestão no governo.

Cases de Corporate Foresight demonstram que muitas empresas como Basf e Volks, entre outras, estão testando novos modelos da Europa e obtendo sucesso.

 

A Europa

Na Europa, o termo “prospectiva” tornou-se amplamente usado para descrever atividade como: pensamento crítico sobre desenvolvimentos a longo prazo, debate e para alguns futuristas que são normativos e se concentram na ação dirigida por seus valores que podem estar preocupados com o esforço para criar uma democracia participativa mais ampla. A prospectiva é um conjunto de competências e não um sistema de valores.

Rosa ensina que, olhando para toda a história, todas as crises geram sementes para o novo. “É como se fizéssemos uma limpeza de ética, de disrupção com os atuais paradigmas. Temos que passar por essa etapa”, destaca. Somos coautores de um mundo novo.

“É preciso agir coletivamente, exercitarmos a nossa indignação de forma positiva. O brasileiro está inerte, paralisado e é preciso mudar o modelo vigente para avançarmos em nova direção”, aconselha.

 

Como então os jovens podem se preparar para essa mudança?

Na visão de Jaqueline Weigel, a maior habilidade dessa nova era é a presença: capacidade de observar, tomar decisões e fazer as suas escolhas. Vivemos um momento de estado de alerta: os líderes do futuro precisam encontrar a sua identidade.

“O Brasil está experimentando um movimento progressivo para uma evolução do modelo no mercado de trabalho e a alfabetização de novo profissional. Os investidores querem saber qual o impacto social dos negócios e as mudanças são estruturais e a tecnologia precisa de tempo para amadurecer isso”, comenta Jaqueline. Atualmente, uma das maiores lacunas de gestão é a cultura imediatista e materialista. “Faltam líderes com um mindset diferente, digital, exponencial”, complementa.

 

Como os estudos do futuro podem contribuir no processo de aceleração do desenvolvimento sustentável?

Essa e outras questões, ainda sem resposta, têm sido investigadas por pesquisadores em todo o mundo. Olhar para o futuro é fazer um exercício de que as possibilidades são plurais e não previsíveis.

Os futuristas costuma trabalhar com quatro cenários: os tipos de futuros possível, preferível, plausível e provável. Nessa direção, estudos de Foresight podem contribuir para ajudar os executivos a se aproximarem da nova realidade.

Como dizia o guru Alvin Tofler, o analfabeto do século XXI não será aquele que não consegue ler e escrever, mas aquele que não consegue aprender, desaprender e reaprender.

No Brasil existem métodos para interpretar sinais do futuro. Fala-se muito em tendências, mas não devemos copiar os modelos estrangeiros. Jaqueline alerta para a necessidade de criarmos soluções no Brasil. “Tudo vai depender de mudanças culturais profundas. O mundo inteiro está se reinventando. Os negócios estão sendo remodelados”, destaca.

Vivemos em uma era em que o conhecimento está espelhado pelo mundo. “Cada um pode construir a sua trilha do conhecimento e de carreira com um conteúdo totalmente personalizado”, comenta a especialista da W Futurismo.

Há cursos disponíveis em plataformas de ensino digital que podem facilitar muito esse aprendizado, grupos que estão se conectando para trocar experiências, ideias e conhecimento. Não espere nem mais um minuto para começar a se reinventar.

 

Particularmente, estou embarcando para uma nova experiência na Irlanda. E você, quais seus planos para um futuro sustentável.

Flávia Ribeiro

Revista Plurale

 

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