A tontura coletiva no mundo corporativo

por | maio 6, 2016 | Sem categoria

Globalização, mudança, fusão, aquisição, reestruturação. Ao circular pelo universo dos negócios assistimos uma verdadeira Esquizofrenia Organizacional. 78% das empresas estão em processo de mudança cultural, 50% falham. O grande responsável? Os líderes. Nosso gestores ou pseudo gestores estão perdidos, frágeis e movimentando-se de forma pouco ordenada pelo negócio. Para a comunidade empresarial, é importante entender a mudança e não somente apreciá-la. Metas claras são mais importantes que planos sofisticadamente elaborados. É tempo de simplificar, de conversar, de ser claro e acima de tudo íntegro. O discurso precisa combinar com o pensamento e a fala, ou quem assiste e segue fica em estado de dúvida, e depois desmotivação.

A tecnologia influencia nossa vida e o modelo mental dos profissionais em cargos de direção está ultrapassado na maioria dos casos. É preciso reinventar-se completamente. Experiência e conhecimento são pouco definitivos neste momento. Visão, comunicação, presença e adaptabilidade são infinitamente mais importantes.

Quando estamos à frente de um negócio, não importa o tamanho, é preciso ter consciência que a falha começa com o líder principal, grande maestro deste festival musical. É preciso navegar na dualidade do ser firme mas acolhedor, tomar decisões e criar conversas de envolvimento, olhar o macro levando em consideração o micro. A maioria dos gestores está míope, e culpa a equipe, a crise e o mercado. Erro fatal. Entender do negócio não qualifica mais um CEO. Ter uma boa ideia não faz com que se crie um negócio de sucesso. É preciso mais. Sorte também não define a rota.

O novo líder global tem capacidades específicas e humanistas. Ele entende que é preciso criar projetos com propósito, liderança com proximidade, comunicação clara, acompanhamento constante. Há um vício entre gestores de imaginar que “a coisa” funcionará por si só, e que basta dar o mínimo que os colaboradores farão o negócio acontecer. É uma via de duas mãos. O grande líder é próximo, igual, presente. Guia o grupo, o inspira, aprende no fracasso e no sucesso, ajusta a rota com rapidez e prontidão. Um líder eficiente serve seu liderado ao invés de o criticar, pede feedback sem ser reativo, gera inspiração não medo. De um lado, gestores estão acuados em seus fracassados papéis complexos. De outro a tontura coletiva impera. Falta de clareza e foco gera falta de tempo e tontura coletiva no ambiente, seguida por desmotivação e pouca admiração. A desconexão com o trabalho é automática. Por outro lado, há líderes que já entenderam este recado, e estão cercados por profissionais com o ego inflado, resistentes a mudanças, caros demais para o que entregam. É hora de entender que ambos precisam mudar a chave mental e unir-se em prol de uma única causa.

Se você é líder, pergunte a si mesmo qual é o legado que está deixando, se sua equipe o admira ou o suporta. Se você é liderado, pergunte-se se você vale quanto custa, ou se já e é perfeitamente substituível ou descartável. Fica a provocação.

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