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No mundo imaginário dos pensadores de futuros, surgem versões diferentes sobre como será a vida humana em 2050. O mundo digital já conectou boa parte do planeta, e em 2025 é possível que 100% da humanidade esteja conectada. Tudo conectado a tudo, online 24×7, além de termos inteligência por todos os lados.

Há muita fantasia em torno da era digital e talvez ainda não tenhamos entendido que a digitalização é a primeira etapa de uma longa jornada de transformação.

As pessoas do futuro poderão viver de forma mais saudável, ter mais acesso a tudo que possibilita uma vida digna. Poderão decidir com mais liberdade a forma que desejam viver e mudá-la radicalmente de tempos em tempos. (leia também o artigo O Futuro é Humano)

Haverá pouca referência a idade, sexo, religião, nacionalidade, uma vez que todas as barreiras tradicionais vêm caindo rapidamente, e o mundo talvez se torne um lugar mais ético e sustentável se fizermos nossa lição de casa agora. Parece otimista, e sei que em um retrato mais raso, o mundo parece estar piorando, mas ser otimista é uma escolha que faço todos os dias.

O mundo está em reforma profunda. A humanidade começou a questionar sua essência, a redescobrir sua identidade e as novas gerações exigem mais compromisso com o planeta, para garantir mais qualidade a esta geração e às gerações futuras.

O tempo onde vivíamos adormecidos em nossos quadrados, focados apenas em nosso próprio mundo, acabou. As perguntas estão por todas as partes: quem é você e qual será a sua contribuição para o mundo? Precisamos expandir nossa visão e compreender o grande movimento do universo, que abre portais nunca imaginados para nosso planeta, mas nos cobra extrema responsabilidade. A sociedade já mudou, a economia continua evoluindo para modelos mais inteligentes, o mercado dispensa empresas que visam apenas o lucro e abraça pequenos organismos que aliam tecnologia a impacto social.

Os jovens já não têm o clássico desejo de comprar casa própria, carro ou de permanecer confinados a uma universidade em busca de um diploma que talvez não garanta trabalho. A possível liberdade para viver de forma autêntica e menos apegada à parte material da vida traz para a discussão a capacidade de responder como adultos às escolhas que fizemos, que precisa ser regada a renúncias, ética e a valores morais.

Podemos deixar a tecnologia avançando? Queremos uma vida automatizada e previsível? Tenho dúvidas. Sei que algumas coisas ficarão melhores com o passar dos anos, outras talvez precisem de recuo. As relações humanas evoluem, a tecnologia nos permitirá grandes avanços, mas qual é a vida que desejamos? Continuar como sempre foi não é mais uma possibilidade, moldar o que será é nossa grande oportunidade. Avançar sempre, mas não mais a qualquer preço. Que vida você deseja viver em 2050?

Escrito por Jaqueline Weigel  (publicado em GAZ)

 

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