por Jaqueline Weigel, futurista e estrategista de futuros

Ethos significa costume e hábito, e a maneira como devemos viver. A própria sociedade define o que é certo ou errado em alguma circunstância, porque temos um senso moral interior que nos rege como espécie. Ética, moral e religião são assuntos em sinergia, mas não são exatamente a mesma coisa. Podemos ter ética e moral sem ter religião e vice-versa.

A ética digital é o campo de estudo relacionado com o modo como a tecnologia está moldando e moldará nossa existência política, social e moral.

Juntamente com as previsões do desenvolvimento tecnológico, surgiram ideias de utopias e distopias. A tecnologia que criamos cria novos casos de uso, oportunidades e perigos. A tecnologia e sua aplicação não podem ser separadas.  A velocidade de evolução das tecnologias exponenciais não é a mesma que a evolução de nosso mindset e de nossa cultura. Há um abismo considerável, e depois da primeira onda, é relevante que o mundo comece a debater os limites e o futuro que realmente queremos.   Quais os riscos das novas tecnologias e o que ela significa para nós como seres humanos. Esta é a esfera da ética digital.

O que é ética digital?

A ética digital lida com o impacto das tecnologias de informação e comunicação (TIC) digitais em nossas sociedades e no ambiente em geral. A transferência de consciência para os computadores, um mundo comandado por robôs e a imortalidade tecnologicamente habilitada soam como sonhos cada vez mais possíveis.

 Já vivemos em uma sociedade digital e já vemos os efeitos dessas novas tecnologias de rede em nossas esferas políticas, sociais e morais.  

Porque é cada vez mais importante?

Não podemos avançar como hipnotizados para o futuro, sem questionar o que realmente queremos, o que é adequado, positivo e arriscado para a história humana do futuro. Queremos chips no cérebro? Queremos ser meio robôs meio humanos? Queremos conviver com androide como se eles fossem humanos, e pior, sem saber diferenciar homens e máquinas?  Queremos que robôs decidam e nos dêem ordens no futuro de longo prazo? Poderemos mesmo confiar tudo para as máquinas?  “AI e robôs estão no ponto zero de inteligência emocional e social.”, afirma Gerd Leonhard, colega futurista suíço.

 A Singularidade é real?

Virtual connection photoA Singularidade, prevista para 2045 realmente irá acontecer? Sem Singularidade Humana há Singularidade Tecnológica?A singularidade é mais ou menos a ideia de que haverá um computador tão inteligente que não precisará de seres humanos e passaremos a uma era em que os computadores, até certo ponto, estão no controle. À medida que avança o movimento em direção à singularidade, outros avanços, como a computação quântica e a computação orgânica, poderiam desempenhar seu papel nessa revolução tecnológica.

Quem está no comando?

Como combatemos os monopólios digitais? Há uma centralização de controle que ocorre com algumas das maiores empresas de software. Organizações como Facebook, Alphabet e Amazon, em particular, estão expandindo seu poder e suas operações de maneiras que criam enormes monopólios monolíticos. O alcance dessas plataformas tornou-se suficiente para impactar, por exemplo, as eleições. Essencialmente, eles são um tipo de modelo de negócios recém-predominante, baseado em diferentes grupos. Facebook e Google conectam anunciantes, empresas e usuários comuns. O argumento é que essa troca maciça de dados detém o potencial para o poder econômico bruto que essas empresas exercem.

O que procurar no futuro da ética digital

Transhumanismo: o que significará no futuro ser humano? Alguns cientistas estão trabalhando na criação de uma conexão simplificada entre o cérebro humano e os computadores. O Neuralink de Musk pode não funcionar na primeira parte, mas a chance de imortalidade na nuvem está quase aqui.

O que significará no futuro ser humano? Como os robôs vão pensar? O que significará ser um robô? É uma pergunta muito pertinente se você acredita que eles estarão realizando o programa em um futuro não muito distante.

Devemos viver em Marte?

Não deveríamos estar realmente trabalhando muito para cuidar da terra? Nós vamos tratar cada planeta tão mal quanto nós tratamos este?

Leis Digitais

Legislações como a GDPR nos mostraram que as discussões éticas de tecnologia podem impactar os legisladores e ajudar a impulsionar a mudança – mas ainda estamos para ver a eficácia do GDPR nos próximos anos. E por fim, muitos grupos já debatem o futuro ético do mundo: ·

  • Quais serão os direitos humanos no novo mundo?
  • Poderemos ficar off-line?
  • Poderemos não implantar chips em nosso corpo se não desejarmos?
  • Seremos inúteis como diz Harari?
  • Se as máquinas fizerem quase tudo, conseguiremos continuar evoluindo?
  • Seremos impecavelmente eficientes, ágeis, conectados e robóticos?
  • Quem terá acesso a tudo isto? Todos ou um pequeno grupo de ricos do planeta?   

 O detox das redes e do módulo digital já é uma realidade. Novas patologias estão surgindo, e burnout cada vez mais frequente, ansiedade, depressão vinda da falta de contato com a realidade da vida, dores de cabeça, doenças cardíacas ligadas ao afastamento da natureza e ao ganho de peso da população moderna.  Este assunto é amplo, complexo e sem respostas ainda. Sigamos nas Transformações Digitais dos negócios e na digitalização do mundo, sem esquecer que o planeta é o habitat do ser humano, e se isto ficar em segundo plano, tudo pode perder o sentido em algum momento. Avançar consciente de que as tecnologias estão entre nós e não há caminho de volta, mas ainda é tempo de desenhar com sabedoria e inteligência nossos futuros preferidos.

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