Panorama Global 2026 e implicações para negócios

por | jan 20, 2026 | Cenários, Estudos de Futuros, Futurismo, inovação, liderança, Strategic Foresight, Tendências

Confiança, coragem para disruptar e insegurança são os grandes desafios de 2026, segundo pesquisa do GlobalScan.

Entre as preocupações sociais, estão clima, pobreza e guerras, mais do que a evolução e os perigos de AI. Para o Dubai Future Forum, é ano de. retomar o foco no que é importante, abandonar certezas e colocar-se como alguém que sabe e aprende ao mesmo tempo, e hora de questionar o que é ser humano em um planeta repaginado por Inteligência Artificial.

A instabilidade simultânea é o “novo normal”

2026 consolida uma mudança estrutural: não vivemos apenas crises em sequência, mas crises sobrepostas que se reforçam mutuamente. O WorldView 2026 da GlobeScan descreve essa era como policênica (polycene) e destaca uma “epidemia de insegurança” como uma das marcas do momento. Essa insegurança é geopolítica, econômica, ambiental, tecnológica, social e emocional — e impacta diretamente decisões de consumo, confiança institucional e desempenho organizacional.

O que isso significa para empresas: planejamento tradicional perde eficácia quando o ambiente deixa de ser linear. Estratégia passa a ser capacidade contínua de adaptação.

As maiores preocupações globais da sociedade: clima, pobreza e guerras 

A percepção pública global indica três grandes fontes de ansiedade coletiva: mudanças climáticas, pobreza/desigualdade e conflitos/guerras. Esses vetores não atuam isoladamente: eles criam efeitos cascata sobre segurança alimentar, inflação, migrações, pressão regulatória e instabilidade social.

Para o mundo dos negócios, isso amplia o “campo de risco”:

  • cadeias de suprimento mais vulneráveis;
  • incerteza regulatória e geoeconômica;
  • aumento do custo de capital e de operação;
  • consumidores e talentos mais exigentes e menos fiéis;
  • pressão por coerência ética e impacto real.

3) IA em 2026: segue crítica, mas deixou de ser “o tema” hype

A Inteligência Artificial continua transformadora, mas em 2026 ela muda de status: sai do centro do hype e vira infraestrutura inevitável. A pauta ganha maturidade — menos “maravilhamento”, mais governança, risco, segurança e aplicação com valor real. Riscos associados à tecnologia seguem relevantes, especialmente no médio/longo prazo.

O desafio real: não é “usar IA”, é usar bem: com critério, ética, transparência, proteção de dados e desenho responsável do trabalho.

4) A “humanização” ficou fácil demais — e perigosa se for só discurso

Em resposta às ameaças e à ansiedade geradas por IA, cresce o discurso de “humanização”. Mas 2026 expõe um risco: humanização virou slogan, sem mudanças estruturais nas decisões e nos sistemas de gestão.

Humanizar de verdade é:

  • proteger dignidade e autonomia;
  • criar clareza, previsibilidade e coerência;
  • cuidar do trabalho real (não do marketing);
  • tratar confiança como ativo estratégico.

Agenda prática de 2026

Em um mundo de policrises, o diferencial não é prever o futuro, é estar pronto para múltiplos futuros.

Capacidades críticas para negócios:

  1. Exploração contínua de mudanças ( Environmental Scanning): sinais fracos, rupturas, regulações, comportamento social.
  2. Visão de longo prazo aplicável: reduzir decisões “míopes” e fortalecer direção estratégica.
  3. Dinâmica de riscos sistêmicos: mapear interdependências, efeitos cascata e gatilhos de crise.
  4. Construção de confiança: consistência, transparência e legitimidade social.
  5. Liderança disruptiva e adaptativa: decidir com ambiguidade, sustentar dilemas éticos e aprender rápido.
  6. Colaboração autêntica: ecossistemas reais (não performáticos) para enfrentar complexidade.
  7. Realidades locais no centro: estratégia global com execução territorial e culturalmente inteligente.
  8. Sustentabilidade no dia a dia: sair do “projeto ESG” e virar metabolismo operacional.

Foresight Estratégico transforma incerteza em vantagem competitiva, criando capacidade de:

  • antecipar mudanças relevantes,
  • operar com policenários,
  • decidir com mais inteligência de risco,
  • e construir futuros desejáveis com consistência e legitimidade.

E é exatamente isso que a W Futurismo entrega: método, linguagem, governança e prática para organizações navegarem a complexidade e liderarem a transformação com confiança.

 

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